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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ponto-chave do Orçamento Operacional

ORÇAMENTO DE VENDAS E PRODUÇÃO


O ponto-chave do orçamento operacional é o orçamento de vendas, o qual, na realidade, é o ponto de partida de todo o processo de elaboração das peças orçamentárias.


ASPECTOS GERAIS DO ORÇAMENTO DE VENDAS: previsão das vendas em quantidades para cada produto; previsão dos preços para os produtos e seus mercados; identificação dos impostos sobre vendas; orçamento de vendas em moeda corrente do país.


Dificuldades na previsão de vendas: a etapa inicial do orçamento de vendas é a determinação das quantidades a serem vendidas. Isso acontece pela natural imprevisibilidade das situações conjunturais da economia e sazonalidades. A leitura do ambiente e a construção de cenários devem permitir condições de estabelecer probabilidades de acontecimento. Além disso, a empresa possui um conjunto de conhecimentos sobre o comportamento de seus produtos.

Previsão de vendas

Existem pelo menos três formas de previsão:

1.   Estatísticos = modelos estatísticos de correlação e análise setorial, via recursos computacionais, ou mesmo métodos estatísticos de análise de tendências;
2.   Coleta de dados das fontes de origens das vendas = o orçamento de quantidades de vendas terá como base as informações vindas diretamente dos centros vendedores (vendedor, filial, ponto de venda de varejo, franqueada);
3.   Uso final do produto = saber o que os seus clientes vão vender, pelo conhecimento dos programas de produção deles.
                                                                                         

ASPECTOS GERAIS DO ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO: decorrente do orçamento de vendas. É um orçamento quantitativo. A produção em quantidade dos produtos a serem fabricados é fundamental para a programação operacional, e dele decorre o orçamento de consumo e compra de materiais diretos e indiretos, bem como é base de trabalho para os orçamentos de capacidade e logística. Nesse orçamento dois dados são importantes:

  • Orçamento de vendas em quantidades por produtos;
  • Política de estocagem de produtos acabados.


Com esses dados mais os das atuais quantidades em estoque de produtos acabados, conclui-se o orçamento de produção. A diferença entre a quantidade vendida e a ser produzida decorre da quantidade dos produtos acabados. Empresas com venda imediata o orçamento de produção é igual ao de vendas em quantidades.

Política de estocagem: para muitas empresas, ter estoque de produtos acabados é estratégico, pois a empresa possui sempre á mão produtos para pronto atendimento ao cliente.

Produção contínua: empresas com produção contínua devem incorporar, se necessário, ao orçamento de produção, por meio do estoque final, as unidades de produção inacabadas.

ASPECTOS GERAIS DO ORÇAMENTO DE CAPACIDADE E LOGÍSTICA: as quantidades de venda e produção é que determinam o nível de atividade da empresa. O subsistema Físico-Operacional é estruturado para determinados níveis de atividade.

Recursos com restrições: recursos que restringirão a programação operacional deverão ter sua capacidade ajustada ao novo nível de atividade desejada e, para isso, investimentos e contratações deverão ser feitos e incorporados no programa orçamentário.

Orçamento de capacidade: este orçamento trabalho com três grandes áreas (equipamentos e instalações; mão de obra direta; impacto nos setores de apoio).

Orçamento de logística: este orçamento está ligado principalmente ás questões, quantitativas e qualitativas, de suprimento de materiais, transporte, movimentação interna dos materiais, armazenamento, embalagens, comercialização e distribuição. A base para a análise logística está no volume de produção e venda. Os serviços ligados á logística, em grande parte, são terceirizados, por isso, há a necessidade do desenvolvimento do conceito de parceria.

RESPONSABILIDADE DE ELABORAÇÃO: a elaboração dos estudos e orçamentos de capacidade de produção e logística deve ser dos setores responsáveis por tais atividades. O setor de Controladoria participa como órgão de apoio e supridor das informações-chave.

PADOVEZE, Clóvis Luis. Controladoria estratégica e operacional: conceitos, estrutura, aplicação. 3. Ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

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