No mundo dos
negócios se escuta muito que as empresas devem ser inovadoras, devem pensar no
futuro, devem chamar a atenção do público, devem ter uma política de ação
social.... . Nenhuma dessas “requisições” está equivocada, mas para que seja
possível cumprir com qualidade tudo o que a empresa se propõem é importante a
utilização de um Plano Orçamentário realizado
de forma alinhada ao Planejamento Estratégico da empresa.
Conceitualmente,
tem-se que o orçamento “nada mais é do que colocar na frente aquilo que está
acontecendo hoje” (PADOVEZE, 2012, p. 199). A partir dessa definição pode-se
auferir que o Plano Orçamentário não é uma ferramenta que deve ser utilizada
SOMENTE por grandes empresas!!! Lembrem-se que o exercício de “olhar” para o
futuro é importante para o planejamento de toda empresa e indivíduo. Sim,
indivíduo também! Portanto, nesse primeiro post vamos abordar um pouco mais
sobre a temática do orçamento de forma simples e objetiva para que você possa
se inteirar do que é um Plano Orçamentário.
Qual o objetivo do orçamento?
Segundo
Padoveze (2012, p. 199), o ponto fundamental do orçamento é “estabelecer e
coordenar objetivos para todas as áreas da empresa, de forma tal que todos
trabalhem sinergicamente em busca dos planos de lucros”. Nesse sentido,
compreende-se que o processo orçamentário não deve ser ditatorial, mas ser um
processo integrativo de forma a possibilitar a participação de toda a
organização com responsabilidade orçamentária. Ressalta-se que podem surgir
possíveis conflitos na elaboração do Plano Orçamentário, sendo esses
solucionados pelo controller e
administração da empresa com base na missão e objetivos da empresa.
Vantagens e Desvantagens
Desvantagens:
- Orçamento engessa em demasia a empresa
- Extrema dificuldade de obtenção dos dados
- Tempo gasto para elaboração do Plano Orçamentário
- Custo
Vantagens:
- Melhor estrutura para julgamento (tomada de decisão)
- Auxilia a entidade a agir em conformidade com sua missão e
objetivos
- Auxilia no controle interno
- Auxilia na motivação dos colaboradores
- Produz padrões de performance
- Apoio gerencial e administrativo
Conceitos de Orçamento
Os
principais conceitos que dão fundamento para o processo de execução de Plano
Orçamentário é o Orçamento de Tendência e o Orçamento Base Zero. No primeiro,
utiliza-se dados passados para projeções futuras. Enquanto no segundo busca-se
o rompimento com o passado e, portanto, as projeções devem ser iniciadas do zero.
Tipos de Orçamento
Basicamente
existem dois grandes pilares que são o Orçamento Estático e o Orçamento
Flexível. A partir dessas duas linhas derivam os outros tipos de orçamento.
Sendo assim, o Orçamento Estático refere-se a situação quando não é possível
ser realizada alterações nas peças orçamentárias, enquanto o Orçamento Flexível
pode ser ajustado a qualquer nível de atividade.
Processo de Elaboração:
Em termos
gerais o processo de elaboração de um Plano Orçamentário passa pelas seguintes
fases:
- Previsão
- Reprojeção
- Controle
Sendo assim,
segundo Padoveze (2012, p. 209) um modelo participativo de processo
orçamentário poderia conter as seguintes etapas:
ETAPA 1 – Preparação das peças orçamentárias
ETAPA 2 – Revisão das peças recebidas
ETAPA 3 – Discussão com os responsáveis
ETAPA 4 – Análise para aprovação
ETAPA 5 – Retorno das peças orçamentárias com as sugestões e
determinações do comitê
ETAPA 6 – Ajuste das sugestões e determinações do comitê
ETAPA 7 – Análise final para a aprovação
ETAPA 8 – Conclusão das peças orçamentárias
ETAPA 9 – Elaboração do orçamento geral e Projeções dos
Demonstrativos Contábeis
ETAPA 10 – Controle Orçamentário
ETAPA 11 – Reporte das Variações
Dessa forma,
é possível observar que o Plano Orçamentário quando bem executado e planejado
trará para a empresa um alinhamento estratégico maior, possibilitando uma
melhor tomada de decisão. Sendo assim, deixamos a você, leitor, uma pergunta
final depois de você ter lido e conhecido um pouco mais sobre o orçamento.
ORÇAR OU NÃO ORÇAR?
PADOVEZE, Clóvis Luis. Controladoria
estratégica e operacional: conceitos, estrutura, aplicação. 3. Ed. São
Paulo: Cengage Learning, 2012.
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