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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O que são dividendos? BM&FBOVESPA






Esse vídeo feito pelo canal do youtube #BM&FBOVESPA  vai te explicar um pouquinho mais sobre Dividendos.....

---> Eu gostei do vídeo e se você gostou também comenta aí pra gente ficar sabendo ;)












 E para mais notícias ou acontecimentos: acesse o menu direito do blog, lá constam noticias com todas as atualidades na economia e contabilidade no mundo noticiadas pelos maiores jornais do Brasil....

Avaliação Gobal do Resultado e Desempenho e Análise da Geração de Lucros

Boa noite, gente!

Vamos para mais um assunto muito interessante nesse meio contábil ;)


Avaliação do Desempenho Global da Empresa

  • A metodologia clássica para avaliação do desempenho global da empresa é comumente chamada de análise financeira ou análise de balanço.  
Alguns conceitos....
  1. Análise financeira o de Balanço
---------> É um processo de meditação sobre os Demonstrativos Contábeis e tem como objetivo a avaliação da situação da empresa nos aspectos:
  • Operacionais;
  • Econômicos;
  • Patrimoniais; e 
  • Financeiros
A finalidade dessa avaliação sobre a companhia é analisar o resultado e o desempenho dessa empresa, detectar os pontos fortes e fracos dos processos financeiros e operacionais e com isso criar, propor   alternativas de curso futuro a serem tomadas e seguidas pelos gestores. 

Sobre o processo de avaliação: deve-se traduzir em indicadores os demonstrativos contábeis, pois o objetivo desses indicadores é evidenciar as características principais do inter-relacionamento que existe entre Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado. 
( Demonstração de fluxo de caixa e das origens das aplicações de recursos também são importantes para o entendimento das operações da empresa e devem ser utilizados)

    2. Novos Conceito de Avaliação e Nova Estrutura do Balanço Patrimonial

  • Com a introdução das Leis 11.638/2007 e 11.941/2009 reconhecemos no cenário contábil brasileiro as IFRS, os principais itens introduzidos por essas Leis foram:
  1. Valor justo (fair value),
  2. Perda por desvalorização de ativos,
  3. Valor residual,
  4. Valor depreciável,
  5. Vida útil,
  6. Tributos diferidos,
  7. Ajuste a valor presente,
  8. Arrendamento mercantil financeiro.

Técnicas Básicas de Análise de Balanços:

  • Análise Vertical (AV): é a análise de participação percentual ou de estrutura dos elementos dos demonstrativos contábeis. Assume-se como 100% m determinado elemento patrimonial, que, em princípio, deve ser o mais importante, e faz-se uma relação percentual de todos os demais elementos sobre ele. 
  • Análise Horizontal: É uma análise de crescimento, tomam-se como 100% todas as contas de um determinado período e faz-se uma relação percentual em cima dos dados desse período. 
  • Análise Horizontal Real (AHR): Identifica o crescimento ou variação de período a período, levando-se  conta a inflação da moeda de cada período. 
  • Indicadores Econômico-Financeiros: É um painel básico de indicadores para complementar as análises vertical e horizonta e tem como objetivo facilitar ainda mais o entendimento da situação da empresa nos seus demonstrativos. 
  • Avaliação Final: Consiste em um relatório que sumaria as conclusões obtidas na analise dos demonstrativos contábeis e deve ser objetiva ao máximo. 

     3.  Análise da Rentabilidade

  • Melhor análise a ser extraída dos demonstrativos contábeis, pois uma rentabilidade adequada continuadamente é, possivelmente, o maior indicados da sobrevivência e sucesso da empresa.
  1. Análise da geração da margem de lucro: conta o desempenho operacional da empresa, através do giro do ativo.
  2. Análise da destinação do lucro: Leva em conta a alavancagem do capital de terceiros, para aumento da rentabilidade do capital próprio. 

Fórmulas para análise da Rentabilidade:

Método Dupont (análise da geração de lucro - Margem de lucro): Rentabilidade Operacional = Giro x Margem

Giro do Ativo Operacional = Receita Operacional Líquida/Ativo Operacional

Margem Operacional = Lucro Operacional/Receita Operacional Líquida

Rentabilidade Operacional = Lucro Operacional/Ativo Operacional

Giro do Ativo= Receita Operacional Líquida/Ativo Operacional

Custo do Capital de Terceiros = C.C. T - IMPOSTOS/Capital de Terceiros

Rentabilidade do Capital Próprio = Lucro Líquido após Impostos/Patrimônio Líquido



 4.Valor Econômico Agregado ou Adicionado (EVA)

  • É um conceito de custo de oportunidade, ou lucro residual: lucro mínimo que a empresa deveria ter para remunerar adequadamente o investimento do acionista. Esta rentabilidade ,mínima do acionista equivale a um custo de oportunidade. 
  • Valor adicionado só pode ser considerado quando o lucro obtido pelo acionista for maior que um rendimento minimo de mercado. 
 EVA = NOPAT -C% (TC)²

NOPAT: LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO APÓS OS IMPOSTOS
C%: CUSTO PERCENTUAL DO CAPITAL
TC: CAPITAL TOTAL


O EVA caracteriza-se por ser um conceito de lucro residual. Considera-se lucro, ou valor adicionado, aquele que excede a uma rentabilidade mínima sobre o investimento.


Que Custo de Oportunidade Adotar?

Não há exatamente um consenso sobre qual taxa de desconto adotar. Algumas sugestões são:

Taxa de juros de títulos do governo norte-americano.
• Libor ou Prime Rate.
• Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) no Brasil.
• Custo médio ponderado de capital da empresa.
• Custo médio ponderado de capital ajustado pelo
risco da empresa.
• Custo de capital exigido/declarado pelos acionistas etc.

Quanto maior for a taxa de custo de oportunidade a ser adotada, mais difícil será para a empresa apresentar valor agregado. 


Qual o Valor do Capital Total (Investimento)?


  • Este elemento exige uma definição. Pode-se simplesmente tomar como referência o valor contábil do ativo; pode-se tomar como referência o Ativo Operacional Líquido, ou
  • Pode- -se tomar como referência o valor econômico da empresa obtido por fluxos futuros de caixa descontado no início do período etc...
    5. Análise de Geração de Lucros e EBITDA


  • Denominamos análise da geração de lucros a apresentação dos resultados em modelos específicos de decisão e informação, de forma que se identifique os principais componentes de geração de lucro e caixa.

O foco central desta análise está em identificar os principais fatores de geração de lucro e caixa dentro da empresa, de tal forma que permita um modelo para previsão da geração de fluxos futuros de benefícios.

Os principais modelos de análise de geração de lucros, os quais podem ser apresentados de duas formas:

• partindo do lucro líquido final, subtraindo-se ou adicionando-se os elementos desejados, técnica
normalmente utilizada pelos analistas externos à empresa, que têm em mãos apenas os demonstrativos publicados;
• partindo da própria Demonstração de Resultados, técnica em geral utilizada dentro da própria empresa, em que há o detalhamento necessário da Demonstração de Resultados e Balanço Patrimonial.

Lucro das Operações

Tem a finalidade de indicar de forma aproximada os itens da demonstração de lucros, que têm uma relação direta com caixa, deixando de considerar elementos de lucros, despesas e receitas claramente contábeis e que sua incorporação, na Demonstração de Resultados, decorre de necessidades econômicas e legais.

Sendo não caixa:

  1. depreciações do imobilizado, 
  2. amortizações do diferido, 
  3. resultados de equivalência em controladas e 
  4. baixas do Ativo Permanente. 

Obs.: Alguns estudiosos entendem que os juros e variações monetárias do exigível a longo prazo também devem ser excluídos.

Lucro Gerado para o Caixa


  • Parte do conceito anterior, mas excluem-se do lucro das operações as aplicações no capital de giro próprio da empresa ocorrida no período. 

A exclusão do aumento do capital de giro próprio do lucro das operações parte do conceito de que, para efetivar aquele nível de atividade operacional de produção e vendas, a empresa tem de manter seus prazos médios de recebimento de clientes, de giro de estoque e prazos de pagamento de fornecedores e contas a pagar. Em outras palavras, só é possível um aumento de vendas se houver um investimento no capital de giro próprio, dentro do ciclo operacional normal da empresa.


Lucro gerado para o caixa e investimentos no imobilizado


  • Alguns autores entendem que também devem ser considerados nesta análise de geração de lucro os investimentos feitos no Ativo Imobilizado, reduzindo o lucro gerado para o caixa. 


Se os investimentos em imobilizados são tipicamente para reposição e manutenção do atual nível de capacidade e negócio da empresa, entendemos válida a sua consideração. Contudo, se os investimentos em imobilizados forem para novos negócios ou incremento de nível de atividade, entendemos que não devem ser considerados, pois não se relacionam com o atual período, e sim com períodos futuros e, portanto, com lucros futuros.


EBITDA - Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações

EBITDA - sigla em inglês de Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization - é um conceito de geração bruta operacional de lucro. Em resumo, o EBITDA é o Lucro Operacional mais as depreciações e amortizações.

O objetivo da apuração do EBITDA é mensurar a capacidade operacional de geração de lucro/caixa da empresa. Adicionando os valores das depreciações e amortizações ao Lucro Operacional, criamos o conceito de Lucro Operacional Bruto, que é um indicativo fundamental para a capacidade de geração bruta de lucros e, consequentemente, de caixa. 

A função do EBITDA é mensurar o potencial de geração de lucros, para modelos de mensuração de avaliação de empresas, com o conceito de fluxo de caixa descontado (FDC).


  • IMPORTANTE!!!!!!!!


Para que Serve o EBITDA????????????

1. Representa a geração operacional de caixa.
2. Elimina os efeitos dos financiamentos e decisões contábeis de taxas de depreciação.
3. Serve para comparar empresas em qualquer país, podendo ser utilizado como representatividade da
eficiência dentro de um determinado segmento de atividades.
4. Parâmetro para avaliação da geração futura de caixa

    6. Fluxo de Caixa Livre 

  • O objetivo da análise do fluxo de caixa livre é dar um direcionamento básico à empresa do que ela pode dispor de caixa para futuros investimentos ou distribuição de lucros, de tal forma que não comprometa seu fluxo financeiro futuro. São duas análises básicas: da ótica da empresa como um todo e da ótica do acionista. 

Neste modelo de análise, da ótica da empresa como um todo, após a dedução do lucro financeiro (EBITDA), deduz-se também a retenção no capital de giro. Após isso, deduzem-se os investimentos de capital em ativos fixos, mostrando o livro-caixa operacional para novos investimentos ou distribuição de resultados.
.

   7. Política de Dividendos


  • A política de dividendos caracteriza-se pelo percentual do lucro obtido que é distribuído em dinheiro aos acionistas. Os dividendos, é claro, reduzem a importância dos lucros retidos e, por conseguinte, afetam a política de financiamento. 


Então:------->>> Quanto mais lucros a empresa retiver, menor será a necessidade de recursos de terceiros para financiar os investimentos previstos!!!!!! 

Sinalização para os Investidores
  • Os dividendos distribuídos em caixa podem ser vistos como um sinal para os investidores. Presumivelmente, empresas com boas novas de sua futura rentabilidade querem expressar isso aos investidores.  

A importância do lucro a ser distribuído pode ser resumida nos seguintes aspectos principais:
  1. É uma necessidade da empresa para manter nela mesma os investimentos já efetuados pelos seus acionistas e investidores.
  2. E ponto fundamental para os planos estratégicos, objetivando a continuidade da empresa.
  3. E a informação mais importante para os acionistas e investidores para comparação com seus custos de oportunidade.

Continuidade da Empresa e Manutenção do Capital

Há dois conceitos de manutenção do capital:
  • físico ou capacidade física da empresa, que indica que ela deve manter sempre a sua capacidade operacional, medida pelo conjunto de bens e direitos necessários às suas atividades operacionais, de forma que possa garantir a capacidade de geração de lucros; neste conceito, a empresa deve manter sempre o valor monetário a preços atualizados dos ativos necessários para suas operações;

  • financeiro, que está ligado à atualização monetária do capital investido em termos de custo doportunidade ou índices gerais de preços; este conceito centra-se, então, na atualização monetária do capital investido, sem especificar os bens que a empresa deve ter em seu poder.

Lucro que Pode Ser Distribuído

Considerando o conceito de manutenção do capital, Szuster define qual deve ser o lucro passível de distribuição: todo o lucro não necessário à manutenção do capital pode ser distribuído.

Sob esse aspecto, a política de dividendos deverá ter como base um modelo de mensuração dos capitais físico e financeiro. O físico terá como referencial o valor dos ativos necessários para a manutenção da capacidade de geração de lucros e o financeiro terá como referencial o custo financeiro de oportunidade de mercado e inflação geral de preços.

Portanto: -------->>>>> O lucro a ser distribuído será o valor da empresa que excede o valor do capital a ser mantido. 

(PADOVEZE)

Espero que esse resumo possa ajudá-los a entender um pouco mais sobre AVALIAÇÃO GLOBAL DO RESULTADO E DESEMPENHO E ANÁLISE DA GERAÇÃO DE LUCROS!

Até a próxima pessoal....









sexta-feira, 16 de outubro de 2015

CONTROLE ORÇAMENTÁRIO

Olá pessoal, hoje vamos falar um pouco sobre Controle Orçamentário e iniciaremos com uma simples pergunta:  

Você acha que é importante termos um retorno(feedback) sobre as atividades que fazemos? 


Nós entendemos que esse retorno é essencial em todas nossas atividades.  Pensem, quando começamos a fazer alguma atividade física. Normalmente esperamos obter um melhor condicionamento físico, mais disposição...tudo isso poderemos verificar posteriormente ao iniciar à atividade física regularmente. Outro exemplo é quando fazemos  algum trabalho na faculdade.


Nesse caso, esperamos obter o feedback do professor de como fomos e no que poderíamos ter sido melhores.

Fácil e lógico, não?

Então, essa é a chave do Controle Orçamentário!
Dar um feedback em relação ao orçamento!


Portanto, o controle orçamentário possibilitará identificar possíveis variações ocorridas e seus motivos, corrigir falhas detectadas, cobrar dos gestores responsáveis….

Assim, fazendo uma analogia com nosso cotidiano é fácil compreender porque o controle orçamentário é tão importante para que o processo orçamentário seja efetivamente proveitoso em uma empresa.

Agora que compreendemos a importância do controle orçamentária para as empresas, deixo-os com um questionamento para que possam refletir:

Será que não precisamos ter um controle orçamentário a nível pessoal para termos mais gerência sobre nossas finanças?


Se você gostou desse tema e quer ampliar seus conhecimentos, indicamos o seguinte vídeo:

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Projeção dos Demonstrativos Contábeis

Oi pessoal! Hoje vamos dar continuidade ao que vimos no post anterior, vamos falar sobre Projeção dos Demonstrativos Contábeis!

O que é a Projeção dos Demonstrativos Contábeis?

- É a conclusão do processo orçamentário, em que todas as peças orçamentárias são reunidas dentro do formato dos demonstrativos contábeis básicos. Essa projeção, se encerrando o processo orçamentário, permite que a administração faça análises financeiras que vão ou não justificar todo o plano orçamentário.

Quais são os Demonstrativos a serem planejados?

- Demonstração de Resultados
- Balanço Patrimonial
- Fluxo de Caixa
- Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos

E o Orçamento de Caixa?

- O saldo do caixa é apenas um dado residual, pois é o que sobra ou falta após todas as transações operacionais do Balanço Patrimonial. Logo, a projeção dos demonstrativos Contábeis é mais adequada do que o conceito de Orçamento de Caixa, no que diz respeito ao encerramento do orçamento.

A metodologia das Projeções deve fundamentar-se na estrutura do lançamento contábil pelo método das partidas dobradas. Basicamente, ela se fundamenta no balanço patrimonial inicial, na demonstração dos resultados do período, no balando final após essa demonstração e, por fim, no fluxo de caixa como consequência dos três anteriores.

Mas e as receitas financeiras?

- Como as receitas financeiras futuras dependem do saldo atual dos excedentes de caixa disponíveis para aplicação e do saldo gerado em cada próximo período, o ideal seria calculá-las diariamente. No entanto, isso não é viável. Assim, realizar o cálculo mensalmente é o mais aconselhado.

Por fim, uso ou não a Simulação no Planejamento Financeiro?

- A utilização da simulação é altamente recomendada para o processo de projeção dos Demonstrativos. Além de ser fácil de construir, ela tem grande abrangência e possibilita que sejam inseridas mais condições probabilísticas.

Como as empresas geralmente desenvolvem mais de um cenário e, são nesses cenários que a simulação irá se basear, os resultados ficam ainda mais produtivos!!

Enfim, pessoal, por hoje é só! Espero que vocês tenham gostado. Para encerrar, deixamos esse outro link a todos que se interessaram pelo assunto e gostariam de se aprofundar... Vale a pena conferir, super recomendo.

http://www.treasy.com.br/blog/projecao-de-fluxo-de-caixa

Até a próxima!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CPMF: Imposto pró-SUS ou apenas tapa-buraco do rombo no Orçamento?

Reportagem retirada do site http://www.brasilpost.com.br/2015/09/21/cpmf-rombo-saude_n_8167510.html

Anunciada inicialmente pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, como instrumento para evitar ‘barbárie’ no SUS, a CPMF teve seu destino alterado. De acordo com os ministros Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento, o novo tributo servirá para tampar o buraco da Previdência. Sem orçamento e previsão de novas fontes de financiamento, entidades de saúde reiteram posição de Chioro e afirmam que o sistema pode entrar em colapso.

Sem recurso, a saúde segue com crise no financiamento. O pleito pelo investimento de 10% da receita corrente bruta da União para o financiamento público da saúde parece cada vez mais distante. Todo trâmite que estava em curso para aumento da aplicação gradual do investimento está paralisado.Para a professora de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lígia Bahia, a impressão que ficou foi de que o tributo não tinha sido pensado como forma de investir na saúde e sim de salvar o orçamento deficitário.

“Nos parece que de fato nunca foi para a saúde que a CPMF foi criada e que também não seria dessa vez. A saúde fica mal porque os cortes representam literalmente escolhas de Sofia. O cenário é extremamente preocupante, o dólar elevado e a dependência do setor de importação de medicamentos, kits diagnósticos e equipamentos associada com restrição orçamentária provoca um racionamento no atendimento. Estaremos indo para trás, perderemos direitos conquistados se não nos opusemos firmemente contra o desmonte do SUS."

Entre os integrantes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o entendimento é de que é preciso repensar a forma como gastar o que se arrecada. A entidade destaca que o SUS passa por um subfinanciamento crônico desde a sua criação e, na época em que o orçamento para o modelo deixou de ser da Seguridade e passou a ser definido pela Constituição Federal de 1988, a CPMF foi essencial para garantir um melhor financiamento.O problema é que a estimativa do Ministério da Saúde era de que o imposto rendesseR$ 80 bilhões. O recurso, porém, foi anunciado como mais R$ 32 bilhões, mas, para cobrir o déficit da Previdência.

No Ministério da Saúde, o sentimento foi de frustração quando os ministros afirmam que os recursos do novo tributo não seriam investidos na saúde, além do anúncio de que parte da verba do setor seria cortada. Para suprir os R$ 3,8 bilhõescortados da saúde, o governo aposta nas emendas parlamentares, carimbadas para a área.No fim de agosto, o ministro Arthur Chioro disse que o SUS só seria viável com a adição de mais recursos.

“A viabilidade do sistema único de saúde, do sistema público, universal e gratuito, passa por esse debate (da CPMF). E fora disso, é barbárie. Porque entregar os setores mais fragilizados da sociedade simplesmente à regra de mercado, a gente sabe o que vai dar.”

Orçamento de Investimentos e Financiamentos

Nesse post vamos falar sobre dois orçamentos específicos, o de Investimentos e o de Financiamentos. Para que possamos entender onde estes orçamentos estão inseridos é importante manter em mente que a base da segmentação do plano orçamentário segue a lógica da estrutura dos demonstrativos contábeis.

Orçamento de Investimentos

Este orçamento é diretamente ligado ao Ativo Permanente. Isso significa que essa peça orçamentária não se liga apenas com investimentos de curto prazo: investimentos necessários para suportar os projetos de investimentos em novos produtos, serão gastos efetuados no próximo período, mas que provavelmente serão para produtos e atividades a serem produzidas em exercícios futuros e que decorram de decisões passadas.
Logo, este orçamento compreende os investimentos dos planos operacionais já deflagrados no passado e em execução no período orçamentário. Em princípio, todos os elementos do ativo não circulante deverão ser atendidos por essa peça orçamentária.
A finalidade do Orçamento de investimentos tem uma finalidade específica de complementar o orçamento das depreciações por centro de custos, além de ser um dado natural para o orçamento de caixa.

Orçamento de Financiamentos

A finalidade desse orçamento é prever tudo o que for relacionado com a área de obtenção de fundos, os gastos para manutenção desses fundos e os pagamentos previstos.
O orçamento de financiamentos é composto pelas seguintes peças orçamentárias:
·         Orçamento de novos financiamentos ou fontes de fundos, suas despesas financeiras e desembolsos;
·         Orçamento das despesas financeiras e desembolsos já existentes;
·         Orçamento de outras despesas e receitas financeiras;
A coleta de informações apuradas é de extrema importância para a precisão deste orçamento. Basicamente, as informações necessárias consistem em tipo de financiamento e moeda de origem, indexador contratual, taxa de juros, spread e comissões bancárias e impostos incidentes.


Nos vemos no próximo post: Orçamento de Caixa!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Estados se apertam para equilibrar receita e despesa no Orçamento 2016

Reportagem de: Nathalia Passarinho, Fernanda Calgaro e Laís Alegretti.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/estados-se-apertam-para-equilibrar-receita-e-despesa-no-orcamento-2016.html

Para maioria, prazo para enviar projeto às assembléias é 30 de setembro.Governos cortam para evitar proposta com déficit, como a da União. Perto do fim do prazo para apresentar às assembleias legislativas os Orçamentos de 2016, governos estaduais fazem um último esforço de corte de despesas para evitar repetir o governo federal e serem obrigados a enviar uma proposta com déficit. 

Em 31 de agosto, pela primeira vez, o governo federal enviou ao Congresso Nacional uma proposta de orçamento para o ano seguinte com uma previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. Isso foi o reconhecimento de que não teria dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas de 2016. Diante da reação negativa – que incluiu a perda para o Brasil do grau de investimento atribuído pela agência Standard and Poor's – a presidente Dilma Rousseff decidiu enviar ao Congresso um pacote de medidas de corte de despesas e de aumento de impostos para converter o déficit em superávit.

Para a maioria dos governadores, o prazo final para entregar a proposta orçamentária é 30 de setembro. Alegando problemas financeiros e endividamento, governadores de oito estados estiveram na Câmara na semana passada para defender a proposta do governo de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Eles querem aumentar a alíquota de 0,2% sugerida pelo Palácio do Planalto – um dos pontos do pacote de medidas do governo federal – para 0,38%, a fim de que as receitas do tributo sejam compartilhadas com estados e municípios. Com a queda da arrecadação provocada pela crise financeira, as equipes econômicas dos estados relatam dificuldades para fechar a conta dos orçamentos do ano que vem.

Os governos de Pernambuco e Goiás, que ainda não enviaram suas propostas às assembleias, informaram ao G1 que ainda trabalham para elaborar um projeto com mais receitas que despesas. Já o estado de Roraima prevê um pequeno superávit – de 1% em relação às despesas.

Alagoas enviou o Orçamento à Assembleia Legislativa com déficit zero e superávit zero. De acordo com o governador Renan Filho (PMDB), o equilíbrio foi conquistado “com dificuldade”. A previsão é de que receitas e despesas alcancem R$ 8,4 bilhões.
“Nós estamos conseguindo fechar as contas com muitas dificuldades. É um orçamento equilibrado. Com muita dificuldade, mas equilibrado”, disse Renan Filho.

Na mesma situação, está o Mato Grosso, que prevê uma receita total de R$ 16,035 bilhões para 2016 e valor idêntico para despesas.
Com dificuldades de caixa, o governo do Distrito Federal também fez um esforço para enviar à Câmara Legislativa uma proposta orçamentária para 2016 equilibrada. A estimativa de receitas é de R$ 32,6 bilhões – o mesmo valor das despesas. No entanto, essa receita está condicionada à aprovação de projetos pelo Legislativo, incluindo o aumento de impostos, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O secretário-adjunto de Planejamento, Renato Brown, explica que, caso algum projeto não passe na Câmara Legislativa, haverá corte adicional de gastos.

“Se não houver dinheiro para o investimento, a autorização para a despesa cairá automaticamente. Não será nada em área prioritária ou obrigatória”, afirmou Brown ao G1.

Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul enfrenta uma forte crise econômica e chegou a ter as contas bloqueadas por decisão da Justiça, para pagar dívidas com a União. O estado enviou à Assembleia Legislativa  proposta de Orçamento prevendo déficit de R$ 6,2 bilhões no ano que vem.

São Paulo e Rio

São Paulo e Rio de Janeiro ainda não definiram os orçamentos do ano que vem, mas o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) é um dos articuladores da volta da CPMF. Segundo ele, “todos os estados” precisam urgentemente de mais fontes de receita. O Rio busca equilibrar a proposta orçamentária, mas a previsão é de déficit. 


"Acho que dificilmente algum governador não precise desses recursos, tanto para a Previdência quanto para a saúde. E os municípios também precisam muito. Temos prefeituras fechadas. A gente quer ter essa chance. A Previdência é um gargalo de todos os governos estaduais", disse o peemedebista, após conversa com deputados na semana passada.